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Mercado de moda íntima em 2023: tendências e desafios

Mercado de Moda Íntima em 2023: Tendências e Desafios

Por

Gabriel Moreira

14 de fev. de 2026, 00:00

Editado por

Gabriel Moreira

15 cerca de minutos

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O mercado de moda íntima tem ganhado cada vez mais destaque em 2023, refletindo mudanças profundas no comportamento do consumidor e avanços tecnológicos que influenciam diretamente as estratégias das marcas. Este setor, antes visto apenas como um item básico do vestuário, agora é palco para inovação em design, materiais sustentáveis e campanhas de marketing que buscam conexão emocional com o público.

Nesta análise, vamos explorar os principais fatores que moldam o mercado de moda íntima hoje, desde as tendências que estão dominando as prateleiras até o perfil do consumidor moderno, que valoriza conforto e autenticidade acima de tudo. Também abordaremos os desafios que as marcas enfrentam, incluindo a concorrência acirrada e as mudanças nas expectativas do público.

Trendy lingerie pieces showcasing innovative fabric and design

Compreender o cenário atual da moda íntima é fundamental para investidores, traders, analistas e profissionais do setor que desejam tomar decisões mais fundamentadas e estar um passo à frente no mercado.

Ao longo do artigo, você encontrará exemplos práticos e dados reais que ilustram como o mercado está se movimentando. Abordaremos desde a popularização de tecidos tecnológicos até as estratégias de marketing digital que conquistam diferentes nichos.

Este é o ponto de partida para quem busca uma visão clara e atualizada do mercado de moda íntima em 2023, oferecendo insights que podem ser aplicados em decisões estratégicas e na avaliação de oportunidades de investimento.

Panorama atual do mercado de moda íntima

Entender o panorama atual do mercado de moda íntima é essencial para qualquer investidor ou analista que queira navegar nesse segmento com segurança. Este setor não só reflete mudanças no comportamento dos consumidores, mas também é um termômetro das tendências de consumo e inovação na indústria da moda. Além disso, a moda íntima tem ganhado relevância ao unir conforto, sustentabilidade e estilo, o que torna seu estudo fundamental para decisões estratégicas.

Crescimento e evolução recente

Análise dos dados de vendas

Os dados de vendas recentes indicam um crescimento consistente do mercado de moda íntima no Brasil, com um aumento aproximado de 8% em 2023 comparado ao ano anterior. Essa alta está ligada ao lançamento de coleções diversificadas e à expansão dos canais de venda online. Por exemplo, marcas como Hope e Trifil têm reportado picos de vendas principalmente em plataformas digitais, graças a campanhas específicas e facilidade de compra.

Esse cenário mostra que a digitalização do setor é um fator decisivo. Investimentos em e-commerce e marketplaces permitem que as empresas atinjam novas fatias de público, especialmente consumidores mais jovens, que prezam por praticidade e variedade.

Fatores que impulsionaram o crescimento

Vários elementos impulsionaram o crescimento recente. Primeiro, a busca por peças que priorizam o conforto, algo que ganhou força principalmente após o aumento do home office. Além disso, a adesão a práticas sustentáveis está conquistando consumidores conscientes, que valorizam marcas que utilizam tecidos ecológicos como o algodão orgânico e fibras recicladas.

Outro ponto decisivo é a influência das redes sociais, onde influenciadoras têm ajudado a popularizar modelos inovadores e opções inclusivas, como lingerie plus size e voltada para diferentes biotipos. Isso fez com que empresas revissem suas coleções, tornando-as mais acessíveis e diversificadas.

Impactos da economia e pandemia

Mudanças no comportamento do consumidor

A pandemia transformou hábitos e prioridades dos consumidores. Neste contexto, o foco deslocou-se para produtos que oferecem mais valor pelo preço pago: peças duráveis, versáteis e que garantem conforto para o cotidiano. O perfil do consumidor também ficou mais criterioso, exigindo transparência das marcas em relação à origem dos materiais e às condições de produção.

Além disso, houve um aumento na procura por compras online, que se mantém forte mesmo com a reabertura das lojas físicas. Esse novo comportamento impulsiona o investimento tecnológico e a oferta de uma experiência digital melhorada.

Ajustes estratégicos das empresas

As empresas do setor precisaram adaptar seus modelos para se ajustarem a essa nova realidade. Muitas ampliaram seus portfólios com coleções cápsula e lançaram linhas exclusivas para e-commerce, apostando em campanhas digitais criativas e parcerias com influenciadores para aumentar o engajamento.

Também houve foco no fortalecimento do atendimento ao cliente e na oferta de serviços como troca facilitada e frete grátis, que ajudam a reduzir a resistência à compra online. Marcas tradicionais, como Lupo, e startups modernas vêm apostando bastante nessas estratégias para manter relevância e conquistar novos públicos.

O mercado de moda íntima em 2023 é um cenário de adaptação rápida onde inovação e compreensão profunda do consumidor são chaves para o sucesso.

Este panorama oferece uma base sólida para compreender os próximos movimentos desse mercado, elemento fundamental para quem atua na área e quer se antecipar às tendências e desafios.

Perfil do consumidor de moda íntima em

Entender o perfil do consumidor é fundamental para decifrar as mudanças e tendências no mercado de moda íntima. Saber quem está comprando, o que busca e como se comporta permite que marcas e investidores ajustem estratégias com precisão. Em 2023, esse perfil traz nuances importantes que refletem transformações culturais, econômicas e tecnológicas. Por exemplo, consumidores não apenas querem estilo, mas também conforto e impacto ambiental reduzido.

Preferências de compra

Busca por conforto e sustentabilidade

O conforto deixa de ser um detalhe e passa a ser requisito básico. Tecidos macios, modelagens que respeitam a anatomia e flexibilidade tornaram-se prioridades. Além disso, a preocupação com a sustentabilidade ganha força — consumidores valorizam marcas que usam algodão orgânico, fibras recicladas e processos menos agressivos ao meio ambiente. Uma marca gaúcha conhecida, como a AMNI, ganhou destaque ao apostar em tecidos biodegradáveis na sua linha de lingerie, mostrando que investir em sustentabilidade pode ser rentável. Para quem atua no mercado, é um sinal claro de que os produtos precisam dialogar com essa dupla demanda: conforto + responsabilidade ambiental.

Influência das redes sociais

Outro ponto que não dá para ignorar é o papel das redes sociais, um verdadeiro termômetro dos desejos atuais. Plataformas como Instagram e TikTok são canais onde consumidores descobrem tendências, assistem a reviews e acompanham influenciadores que humanizam marcas. Essa influência vai além da simples propaganda: gera uma conversa direta, com feedback imediato e cria uma comunidade em torno da moda íntima. Um exemplo prático: muitas marcas usam o recurso do “Stories” para mostrar o calce real das peças, o que ajuda a convencer quem ainda está inseguro na compra online. É importante que empresas estejam atentas e investam em conteúdos autênticos para se conectar de forma orgânica com o público.

Segmentação por faixa etária e gênero

Jovens adultos e gerações mais velhas

No que diz respeito às diferenças por faixa etária, os jovens adultos buscam principalmente o equilíbrio entre estilo e preço justo, com um olho atento a lançamentos que misturam moda e praticidade. Já as gerações mais velhas valorizam mais o conforto e a durabilidade das peças, embora cada vez mais estejam abertas a designs contemporâneos — uma mudança visível no aumento do consumo dessa faixa, principalmente em marcas que oferecem opções alinhadas às suas necessidades físicas e estéticas. Uma dica útil para investidores é acompanhar séries de dados que mostram crescimento em vendas para consumidores com mais de 50 anos, um público que antes era pouco explorado.

Marketing strategies and consumer behavior insights for the intimate wear sector

Demanda crescente no público masculino

Por fim, não se pode deixar de destacar a crescente atenção ao público masculino na moda íntima. O número de marcas que investem em peças com cortes, tecidos e campanhas específicas para homens aumentou consideravelmente. Essa demanda reflete não só uma mudança cultural, onde homens se sentem mais confortáveis buscando moda e conforto, mas também a expansão de nichos, como lingeries masculinas para performance esportiva ou o segmento plus size masculino. A marca Saxx, por exemplo, tem feito barulho ao desenvolver cuecas com tecidos tecnológicos que evitam odores e melhoram o conforto na rotina do consumidor ativo. Para quem quer entrar ou se consolidar no mercado, essa é uma pista de ouro para diversificar portfólio e captar novos públicos.

Compreender o perfil do consumidor de moda íntima em 2023 é mais do que observar números: é interpretar atitudes, valores e expectativas que guiam decisões de compra. Isso oferece uma base sólida para criar produtos e estratégias que realmente conectam com o público.

Tendências e inovações no setor de moda íntima

O setor de moda íntima está cada vez mais dinâmico e inovador, refletindo mudanças no consumo e um olhar atento às demandas modernas por sustentabilidade e tecnologia. Entender as tendências e inovações ajuda investidores e profissionais a prever movimentos de mercado e identificar oportunidades reais. Por exemplo, marcas que antes focavam apenas no visual agora investem em tecidos mais sustentáveis e designs que priorizam o conforto do dia a dia — um diferencial que conquista consumidores fiéis.

Materiais e sustentabilidade

Tecidos ecológicos

A adoção de tecidos ecológicos representa mais do que uma moda passageira; é uma resposta concreta aos impactos ambientais da indústria têxtil. Materiais como algodão orgânico, bambu e tecidos reciclados estão ganhando espaço por serem menos agressivos ao meio ambiente. Além de reduzir o uso de pesticidas e água, esses tecidos tendem a oferecer maior conforto devido à sua leveza e respirabilidade, pontos valorizados pelo consumidor consciente. Um exemplo prático é a linha "Love, Nina" da Hering, que utiliza algodão orgânico para suas peças íntimas, conseguindo unir sustentabilidade e acessibilidade.

Práticas sustentáveis na produção

Sustentabilidade vai além da matéria-prima e passa por todo o processo produtivo. Empresas bem-sucedidas têm investido em tecnologias que minimizam o desperdício de água, energia renovável e reaproveitamento de sobras têxteis. Produções locais e de menor escala também ajudam a diminuir a pegada de carbono. A marca Morena Rosa, por exemplo, adaptou seu processo para incluir tingimento natural e controle rigoroso no consumo de insumos, além de incentivar a economia circular com programas de reciclagem de roupas.

Produzir de forma sustentável não é só uma atitude ética, mas um diferencial competitivo cada vez mais valorizado pelo mercado.

Design e funcionalidade

Modelos que unem estilo e conforto

O público atual exige muito mais do que beleza nas peças íntimas; conforto e versatilidade são prioridades. Modelos que combinam cortes anatômicos com tecidos macios conquistam consumidores que buscam usar roupas íntimas o dia inteiro sem incômodos. Peças com elastano, costuras invisíveis e estruturas que se adaptam ao corpo são exemplos práticos dessa tendência. Caso recente é a linha "Bodywear" da Intimissimi, que destaca justamente roupas delicadas, porém confortáveis, para o uso diário — agradando tanto o público jovem quanto clientes mais maduros.

Tecnologias aplicadas a peças íntimas

A tecnologia tem marcado presença na moda íntima com inovações que vão desde tecidos antiodor até peças que regulam a temperatura corporal. Confecção com fibras inteligentes, como as que bloqueiam raios UV ou possuem microcápsulas hidratantes, já se tornam realidade em coleções brasileiras. Além disso, o uso da modelagem 3D permite que as marcas criem peças que respeitam diferentes biotipos, aumentando a precisão do ajuste e reduzindo trocas e devoluções no e-commerce. A Valisere, famosa por suas lingeries, incorporou essa tecnologia para personalizar o design ao formato do corpo, aumentando a satisfação do consumidor.

Essas tendências e inovações no setor de moda íntima demonstram que o mercado está em transformação constante, onde sustentabilidade, tecnologia e atenção às demandas do consumidor fazem a diferença para o sucesso e a longevidade das marcas.

Principais marcas e estratégias de mercado

Neste segmento do mercado de moda íntima, as marcas desempenham um papel essencial ao determinar não só quais produtos ganham espaço nas prateleiras, mas também como o consumidor se conecta emocionalmente com elas. Entender o comportamento e as estratégias dessas marcas é fundamental para qualquer profissional que deseje atuar ou investir no setor, pois isso influencia diretamente a competitividade, a fidelização e a percepção de valor pelo público.

Marcas tradicionais versus novas concorrentes

Posicionamento e reputação no mercado

Marcas consolidadas, como Hope e Valisere, carregam décadas de presença e confiança, o que lhes confere um posicionamento sólido. Elas aproveitam essa reputação para capitalizar em qualidade e tradição, mantendo clientes fiéis e um público consistente. Contudo, a reputação às vezes pode se transformar em um peso, já que essas marcas precisam equilibrar inovação sem alienar sua base histórica.

Por outro lado, novas concorrentes como a Loungerie conquistam espaço ao apostar em comunicação mais descolada e produtos que dialogam diretamente com o público jovem e suas demandas por conforto aliado a design moderno. Esse posicionamento mais disruptivo é uma faca de dois gumes: oferece oportunidades rápidas de crescimento, mas depende muito do engajamento constante para manter relevância.

A reputação não é apenas sobre tradição, mas sobre como a marca se adapta e se comunica com as mudanças do mercado.

Inovação e diferenciação entre as marcas

Enquanto marcas tradicionais tendem a evoluir suas linhas de produtos com moderação, buscando manter a essência, as novas entrantes procuram se diferenciar pela tecnologia, como tecidos que controlam temperatura e secagem rápida, ou modelos que facilitam o uso diário, especialmente para o público masculino crescente.

Por exemplo, a Intimissimi investe pesado em inovação ao lançar coleções com tecidos sustentáveis e designs que atendem a múltiplas ocasiões, do esporte ao lazer, agregando valor real. Já marcas emergentes focam na personalização, utilizando ferramentas digitais para ajustar perfeitamente o produto ao consumidor, criando uma experiência de compra única.

Estratégias de marketing eficazes

Campanhas digitais e influenciadores

O marketing digital domina o espaço da moda íntima em 2023. Marcas como a Hope têm campanhas que combinam influenciadoras digitais com storytelling autêntico, mostrando mulheres reais que reforçam a mensagem de autoestima e conforto. Isso gera identificação imediata e amplia o alcance além do showroom tradicional.

Outra estratégia eficaz é o uso de micro-influenciadores, que ainda não têm milhões de seguidores, mas têm uma relação de confiança maior com nichos específicos. Loungerie, por exemplo, colabora com influenciadores fitness e lifestyle para posicionar suas peças em contextos reais e inspiradores.

Experiência do cliente e fidelização

Mais que vender, marcas eficazes criam experiências que geram retenção. Programas de fidelidade personalizados, atendimento pós-venda atento e facilidades na troca são alguns exemplos de práticas bem-sucedidas. A Lupo é um caso emblemático, oferecendo consultoria virtual para ajuste de tamanho e suporte ao cliente que reforça a confiança no produto.

Além disso, aposta-se cada vez mais em experiências omnichannel, integrando o digital ao físico, como provadores inteligentes ou venda assistida via apps durante a visita às lojas. Esses diferenciais não apenas fidelizam, mas criam defensores da marca, que recomendam espontaneamente para familiares e amigos.

No fim das contas, o sucesso das estratégias está em entender que a moda íntima vai muito além da peça em si; trata-se de sentir-se bem e acolhido pelo que a marca oferece em cada ponto de contato.

Desafios enfrentados pelo setor em

O mercado de moda íntima em 2023 enfrenta desafios que vão além da simples competição entre marcas. Com um cenário cada vez mais competitivo e consumidores mais exigentes, as empresas precisam encontrar formas de não só manter suas vendas, mas também preservar seus lucros e relevância no mercado. Nesta seção, vamos discutir os principais obstáculos, como a concorrência acirrada, a pressão nos preços, e a necessidade constante de adaptação diante das mudanças sociais e tecnológicas.

Concorrência acirrada e preços

Commoditização do produto

A commoditização é a realidade para muitos produtos no segmento de moda íntima. Isso significa que as peças começam a ser vistas como bens básicos, com pouca diferenciação perceptível para o consumidor. Quando isso acontece, o que pesa na decisão de compra é principalmente o preço, não a qualidade ou design diferencial. Um exemplo prático pode ser visto em marcas que vendem calcinhas simples em grandes volumes por preços mínimos, sem grande investimento em inovação ou branding. Essa situação força as empresas a competir cada vez mais no quesito preço, o que evidentemente reduz a margem de lucro.

Impacto no lucro das empresas

Com a pressão para baixar preços e a commoditização, o impacto direto é a redução significativa dos lucros. Empresas que não conseguem agregar valor de forma clara às suas peças acabam ficando presas a uma corrida para o fundo do poço, em que as margens são apertadas e o risco de prejuízo sobe. Para driblar isso, muitas marcas apostam em linhas exclusivas, coleções limitadas e personalização — estratégias que elevam o valor percebido pelo consumidor e permitem praticar preços mais justos. Como exemplo, Lupo e Hope têm investido em produtos específicos e tecnologia para se destacarem entre tantas opções no mercado.

Adaptação às mudanças do mercado

Necessidade de inovação constante

No mundo da moda íntima, ficar parado é retroceder. As mudanças nas preferências do consumidor, aliadas à rápida evolução das tecnologias têxteis, tornam a inovação uma necessidade permanente. Marcas que inovam com a introdução de tecidos antibacterianos, roupas com maior elasticidade ou que utilizam processos sustentáveis ganham espaço e atraem consumidores que buscam mais do que só o básico. Um exemplo concreto é a Intimissimi, que tem investido em tecidos tecnológicos para conforto e durabilidade, sem perder o apelo estético.

Atendimento às novas demandas sociais

Além das inovações técnicas, as marcas precisam estar atentas às transformações sociais que influenciam diretamente o comportamento de compra. A questão da diversidade e inclusão, por exemplo, se tornou um ponto central. Consumidores esperam ver nas campanhas e nas coleções representatividade de diferentes corpos, gêneros e identidades. Outra demanda crescente é o compromisso com a sustentabilidade, que não pode mais ser uma promessa vaga, mas sim uma prática comprovada. Marcas como a Plié têm se destacado por incorporar esses valores em suas estratégias, ganhando força principalmente entre o público jovem e consciente.

Manter-se competitivo no mercado atual de moda íntima exige mais do que preços baixos: é preciso inovar e se alinhar às novas expectativas sociais para garantir não apenas vendas, mas a longevidade da marca.

Esses desafios, apesar de complexos, apresentam oportunidades claras para quem souber navegar entre eles. Investir em diferenciação e ouvir o consumidor são passos fundamentais para enfrentar o atual cenário do mercado de moda íntima.

Perspectivas e projeções para os próximos anos

Observar as perspectivas e projeções para o mercado de moda íntima nos próximos anos é essencial para investidores, analistas e profissionais do setor. Isso permite antecipar mudanças, preparar estratégias eficazes e identificar oportunidades de crescimento. Com tendências que já começaram a se destacar, entender o rumo desse mercado ajuda a reduzir riscos e aproveitar nichos que prometem expansão, especialmente diante de um público consumidor cada vez mais exigente e consciente.

O futuro da moda íntima sustentável

Tendências de consumo consciente

O consumidor moderno não busca apenas beleza ou preço; ele quer saber a origem do produto e os impactos ambientais da sua produção. A demanda por moda íntima feita com materiais sustentáveis, como algodão orgânico e tecidos reciclados, está crescendo. Marcas que adotam processos menos poluentes e investem em transparência ganham pontos significativos no mercado. Por exemplo, a empresa de lingerie brasileira "Hope" destaca-se por usar fio reciclado em diversas linhas, mostrando uma preocupação real com o meio ambiente.

Além disso, o fato dos consumidores estarem dispostos a pagar um pouco mais por produtos eco-friendly reforça que essa tendência veio para ficar. Para quem atua na indústria, isso significa revisar fornecedores, ajustar linhas de produção e comunicar claramente essas ações ao cliente final.

Regulamentações e certificações esperadas

Nos próximos anos, espera-se um aumento nas regulamentações específicas para produtos sustentáveis no setor têxtil, trazendo maior controle sobre a rotulagem e a cadeia produtiva. Certificações como a OEKO-TEX e o selo GRS (Global Recycled Standard) passam a ser cada vez mais valorizadas, funcionando como um selo de confiança para o consumidor.

A adequação a essas normas requer um esforço conjunto entre fabricantes, fornecedores e distribuidores. Por exemplo, para obter a certificação GRS, a empresa precisa comprovar o uso efetivo de materiais reciclados e o cumprimento de padrões sociais e ambientais durante todo o processo produtivo. Isso não apenas facilita a entrada em mercados mais exigentes, como o europeu, mas também melhora a imagem da marca no Brasil.

Novas oportunidades de mercado

Expansão em nichos específicos

O mercado de moda íntima está longe de ser homogêneo. Identificar nichos específicos abre portas para atender demandas pouco exploradas, como moda íntima para gestantes, pessoas com deficiências, ou linhas para homens plus size. Por exemplo, a marca "Duomo" tem apostado em coleções focadas no público masculino, com tecidos que priorizam conforto e resistência.

Explorar esses nichos não só gera receita como também fortalece a fidelidade do cliente, que se vê atendido em suas necessidades específicas. Estratégias focadas em nichos podem evitar uma guerra de preços direta com players maiores, agregando valor pela personalização e especialização.

Uso de tecnologia para personalização

A personalização ganhou vida nova com o avanço tecnológico. O uso de inteligência artificial e impressão 3D permite criar peças sob medida, ajustando medidas, estilos e até tecidos conforme a preferência do cliente. Isso reduz o desperdício e melhora a experiência de compra.

Marcas como a "Intimissimi" já começaram a explorar ferramentas digitais para sugestões personalizadas, garantindo que o consumidor tenha uma peça que realmente caia bem e atenda a suas expectativas. Por aqui, pequenas e médias empresas podem investir em sistemas simples de medição online para iniciar essa jornada, ganhando diferencial competitivo.

A capacidade de personalização aliada à sustentabilidade será, sem dúvida, um dos fatores que definirão o sucesso no mercado de moda íntima nos próximos anos.

Para investidores e profissionais do setor, acompanhar essas movimentações significa posicionar-se estrategicamente para os próximos capítulos desse mercado em constante transformação.